A Copa 2014 E A Logística

José Manoel 14 de abril de 2015 0

Eu nasci cinco anos depois, mas o efeito daquela desastrosa final de 1950, no maior estádio do mundo, quando mais precisávamos ser campeões, afirmarmo-nos perante o mundo, ainda emanava uma sombra sobre toda a nação. Sequer o triunfo campeão na Suécia, em 1958, e no Chile, em 1962, tiveram o condão de aplacar aquela tristeza tão grande, aquele revés histórico, aquele aparente pendor ao fracasso.

Por alguma razão, a estonteante vitória no México em 1970, trazendo ao Brasil definitivamente a tão desejada taça Jules Rimet, que até então ficava com o país campeão apenas até a copa seguinte e que só ficaria com o primeiro tricampeão, nos lavou a alma e devolveu a altivez definitiva.

Perdemos merecendo ganhar, como em 1982, ganhamos sem convencer tanto quanto queríamos, como em 1994, vencemos plenamente, ronaldamente, em 2002. Somos hoje os únicos pentacampeões do globo. Que orgulho!

copa

Agora novamente sediaremos uma copa. São muitas as críticas, algumas com razão. Mas não é hora de falar em razão, a Seleção Brasileira de Futebol, mais que tudo, nos congrega e nos apaixona. Alguns poucos de nós não se abala pela bola, que sejam respeitados nas suas tendências, mas a mais absoluta maioria dos brasileiros ama o futebol e a seleção e uma copa no Brasil significa muito para essa esmagadora maioria.

Quando a seleção entra em campo, o palmeirense abraça o corintiano, que abraça o santista: abraça-se toda a nação. Mal podemos esperar.

Nessa hora penso nos mais humildes, que levam uma vida mais difícil, mais trabalhosa e que têm poucas alegrias fora do âmbito de sua família, da qual passa apartado quase todas as horas em que está acordado durante a semana. Mais que ninguém uma pessoa assim se vê representada, por alguns momentos sente-se o Robinho na pedalada, o Neymar na hora do gol, e, mais que tudo, o grande Felipão na hora da melhor escalação.

Saúdo a todos nós, e especialmente a esse herói por um momento, para quem a Seleção pulsa nas veias e para quem ver uma copa no seu país, ainda que não consiga comprar o ingresso, é fato alto, de extravasamento de felicidade, de um sonho realizável, e que, oxalá, se realizará!

Fala-se, com inequívoca razão, dos gastos excessivos nos estádios, certo. Mas ninguém tem falado dos gastos em logísticas, esses muito bem vindos, já não era sem tempo!

 

Pra frente, Brasil!

About the author

José Manoel Doutor em Engenharia de Produção, Mestre em Engenharia Mecânica, Engenheiro Civil, Jornalista e Advogado. Pós-graduado em Geoprocessamento, Termofluidomecânica, Eng. Oceânica e História da Arte. Conselheiro do Instituto de Engenharia em dois mandatos e do CREA - Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de São Paulo. Para visualizar o curriculumn clique aqui.

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