A VERDADE CONSTRUÍDA

José Manoel 5 de março de 2016 0

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A VERDADE CONSTRUÍDA

O que é a verdade? Para alcançá-la bastaria pronunciar a palavra em grego antigo, como é o caso do nome da mais nova ação da Polícia Federal em cumprimento às decisões judiciais na operação Lava Jato?

Difícil definir o que seja o real, o que seja a verdade. Mas do que ela não seja podemos nos aproximar. Por exemplo, por certo só nos afastamos dela quando a buscamos por conveniência ou por interesses menores, sejam de ordem política, ideológica, partidária ou de revanchismo pessoal.

São fartos os exemplos na história da humanidade em a vontade de manipular os fatos com maniqueísmos custou muito caro. Foi assim com o nazismo formulador do nefasto, num mentiroso e criminoso processo de comunicação a embasar a má ação concreta. Importa destacar que esse procedimento não tem lado definido, se dá à direita e à esquerda. Veja-se o quanto os “brilhantes” pensadores da revolução soviética de 1917 imaginaram poder manipular a história, omitindo fatos, descontruindo biografias em tanto inúmeras quanto infrutíferas tentativas de contar uma história diferente da História.

Neste momento difícil no nosso país, seja do ponto de vista político, econômico ou, sobretudo, moral, não podemos assistir abestalhados, inertes o que estamos testemunhando. Somos parte desse processo de depuração, não nos é dado assumir o confortável papel de espectadores distantes, alheios, tão somente na torcida.

Pouco nos contribuirá a simples mudança da chefia do Governo Federal, ainda que, sem dúvida, a ocupante se encontre sem capacidade de governar, de fazer escolhas, vez que está completamente desacreditada. O problema é muito mais complexo: o sistema político está pervertido, corrupto per si.

Que grande momento, por exemplo, para reavivarmos a ideia de uma profunda reforma política que contemple o parlamentarismo, a redução de partidos, que hoje mais apropriado seria dizer quadrilhas. O mal é sistêmico, envolve praticamente todas as agremiações partidárias, em suas diversas instâncias de poder. O monstro da corrupção tentacular, alcança as mais variadas regiões e agremiações políticas.

Urge a convocação imediata de uma NOVA CONSTITUINTE que além de cidadã nos dê uma carta constitucional adequada ao nosso tempo, calcada na experiência recente.

Que lamentável a vitimização que tentam ex-presidente Lula e a atual presidenta Dilma, claramente tentando enganar a nação e o mundo.

Quão lamentável que parte da militância do Partido dos Trabalhadores, de tanta história opressão sofrida, se entregue ao tosco jogo de agressões a jornalistas que cobrem os fatos, missão nobre em si e necessária a nós todos.

Se é lamentável que alguns veículos de comunicação estejam comprometidos com o jogo do poder e não com a busca da apuração imparcial dos fatos, da notícia, da história que pulsa nas ruas, não podem os profissionais da notícia, independentemente dos usos que dela façam esses veículos, pagar no próprio corpo a frustração dessa parcela de pessoas.

Talvez nosso principal mal não seja o moribundo governo, mas o fato de termos uma oposição tão débil e covarde. Sem oposição de qualidade a democracia mesma é relativizada, tendente à nulidade.

Vivemos um momento judicialista em função dessa debilidade política. Atenta a esse estado de coisas que a nossa FerroFrente, buscando honrar os milhares de voluntários, colaboradores, críticos e apoiadores tem tido iniciativas jurídicas.

José Manoel Ferreira Gonçalves

Professor doutor em engenharia, advogado, jornalista, coordenador do curso de pós-graduação em infraestrutura de transportes da UNIP e presidente da FerroFrente.

About the author

José Manoel Doutor em Engenharia de Produção, Mestre em Engenharia Mecânica, Engenheiro Civil, Jornalista e Advogado. Pós-graduado em Geoprocessamento, Termofluidomecânica, Eng. Oceânica e História da Arte. Conselheiro do Instituto de Engenharia em dois mandatos e do CREA - Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de São Paulo. Para visualizar o curriculumn clique aqui.

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