Alimentação sem gorduras trans

Fernanda Sophia 18 de novembro de 2013 0

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FDA (sigla em inglês para Food and Drug Administration), propôs medidas que podem proibir o uso de gorduras trans em alimentos nos Estados Unidos.

A nova postura se baseia em diversas pesquisas científicas que apontam os riscos que ela oferece à saúde. A agência afirma que a proibição pode evitar 20 000 infartos e 7 000 mortes por ano no país, segundo informações publicadas no jornal The New York Times.

Se for aprovada, após consulta pública, os óleos parcialmente hidrogenados que dão origem a gordura trans, não serão mais reconhecidos como seguros.

Pra que não sabe, a gordura trans é péssima para o nosso colesterol. Ela faz aumentar o LDL que “entopem” os nossos vasos sanguíneos levando à aterosclerose e reduz os níveis de HDL, que ajuda a limpar o colesterol no sangue.

As gorduras trans começaram a ser usadas nos anos 50, em substituição à gordura de origem animal e para aumentar a durabilidade dos produtos.

O cardiologista Daniel Magnoni, diretor de nutrição do Instituto Dante Pazzanese faz o alerta:

“O impacto maior é nos jovens, que consomem muita comida pronta. Podemos ver aumento das doenças cardíacas no futuro.”

No Brasil as trans não são proibidas, mas a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) recomenda que a ingestão máxima seja de 2 gramas por dia.

E é bom ficarmos muito atentos, pois um alimento “livre de trans” pode conter 0,2 grama por “porção”.

A partir de 2008 acordos foram fechados entre o Ministério da Saúde e a Abia (Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação) visando a redução dos teores de gorduras trans na comida pronta.

A nutricionista Ana Maria Lottenberg lembra que, apesar dos acordos feitos pela indústria, ainda é comum achar produtos com trans no mercado, em especial biscoitos. “E não é porque algo é livre de trans que é saudável. O alimento pode ser muito calórico e ter muita gordura saturada.”

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