Churrasco Sustentável

Fernanda Sophia 30 de setembro de 2013 0

churrasco

 

Começar o final de semana convidando os amigos para um bom churrasco é maravilhoso.

Mas é bom saber que a prática não é tão sustentável assim. Além de emitir gases de efeito estufa, há muito desperdício nesses momentos. Por isso, é necessário adotar algumas medidas na hora da diversão, para não deixar de lado o cuidado com o meio ambiente e o consumo consciente.

O consumo interno do brasil e as exportações de soja, carne bovina e outros produtos primários provenientes da Amazônia são responsáveis por mais da metade das taxas de desmatamento e, consequentemente, das emissões de gases de efeito estufa.

Hoje, as regiões Norte e Centro-Oeste, onde se situam a Floresta Amazônica e o Cerrado, são as áreas que apresentam as maiores taxas de expansão do rebanho bovino no Brasil. O atual ciclo de expansão do gado bovino é considerado o principal fator de destruição da Floresta Amazônica.

Vamos listar algumas atitudes sustentáveis que podem ser adotadas na hora do churrasco:

1 A fonte de fogo

Na hora de começar a fazer o fogo a churrasqueira pegar, esqueça a madeira e o carvão vegetal. Além de ser prejudicial ao meio ambiente, elas podem incomodar àqueles que têm problemas respiratórios. Escolha o carvão ecológico, que produz duas vezes mais calor que o vegetal e solta menos fumaça e resíduos, por que é feito com sobras de pó de carvão de indústrias siderúrgicas, argila e fécula de mandioca. Ele é vendido principalmente para utilização em churrasqueiras e já é produzido no Brasil.

2 Evite usar utensílios plásticos

Se o churrasco é em família, para quê utilizar pratos, talheres e copos de plástico? Esqueça-os! Eles poluem o ambiente, demoram para se decompor e podem virar comida de pássaros, que confundem comida com esse tipo de material. Use os utensílios convencionais.

3 Escolha os alimentos orgânicos

Os alimentos orgânicos são todos aqueles produzidos em sistemas que não utilizam agrotóxicos ou insumos artificiais em sua produção, como inseticidas, herbicidas, fungicidas, nematicidas ou adubos químicos. Então, que tal escolher os vegetais da horta feita em casa para fazer a salada?

Se não tiver uma, escolha fazer as compras em feiras locais com isso você vai economizar tempo, combustível e ainda vai ajudar a movimentar a economia de seu bairro.

4 Diga não as latinhas

Sabemos que as latinhas de cerveja e refrigerante são recicláveis. Mas, se você perceber que não vai dar o destino correto a elas, escolha bebidas em garrafas de vidro, que são devolvidas aos depósitos e bares na compra de outras. O ato ainda ajuda na redução do total de resíduos finais da festa.

5 Pense no descongelamento

Livre-se da ideia de descongelar os alimentos que serão utilizados durante o churrasco no micro-ondas. Apesar de parecer prático, gasta muita energia elétrica. Escolha fazê-lo de maneira natural, retire-os do congelador e mantenha-os na geladeira durante toda a noite anterior à festa.

6 Não desperdice alimentos

Procure fazer o cálculo exato da quantidade de alimentos utilizados para que não sejam desperdiçados. Sobrando comida, guarde-a na geladeira para consumir no dia seguinte. Se a quantidade for grande doe àqueles que precisam.

7 Não abuse no consumo e certifique-se sobre a origem da carne

Uma pesquisa realizada por especialistas da Universidade de Harvard concluiu que comer carne vermelha aumenta o risco de problemas cardíacos, portanto, é sempre recomendável não abusar no consumo. Importante também é saber a origem do produto que irá consumir.

O rastreamento e a fiscalização aumentam o controle sobre a qualidade da carne e diminuem os riscos de contaminação. Lembrando que, muitas vezes, a produção de carne bovina utiliza meios ilícitos para a criação do gado, como desmatamento para áreas de pastagem.

E é bom que a gente nunca esqueça quando vai por na boa aquele delicioso pedaço de picanha, que existe uma disputa acontecendo nesse mesmo instante. Ambientalistas, Índios e setores do Ibama tentam impor limites ao apetite avassalador dos pecuaristas e do agronegócio, que não veem limites a exploração dos nosso ecossistema, e muitas vezes confundem progresso

com ganância. Só no norte do Mato Grosso, o pecuarista Carlos Alberto Guimarães, dono de nove fazendas em São José do Xingu e responsável por desmatar 100.000 hectares não esconde o orgulho de ter sido “um dos 10 homens que mais desmataram a Amazônia”. Tudo isso para criar 40.000 mil cabeças de gado.

Mas a que custo. Matamos espécies animais e vegetais, nascentes de rios.

É discutível. A atividade traz divisas. Empregos.

Mas podemos criar novos empregos com a floresta de pé! Levar Biólogos para floresta. Pesquisar novos remédios, formas mais eficientes de plantio e extração de frutos, raízes e demais substâncias típicas do nosso meio. Existe também a possibilidade da exploração do turismo ecológico e muita outras formas de interação com a floresta.

 

 

 

 

 

 

 

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