Dados revelam o descaso com o meio ambiente urbano

Fernanda Sophia 29 de março de 2013 0

 poluicao

Mais um relatório constatando o que sentimos e o que é pior, que muito pouco vem sendo feito no combate a poluição das grandes metrópoles.

Relatório divulgado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) mostra que a poluição do ar chegou a níveis tão elevados que pode ameaçar, de forma mais séria, a saúde dos que vivem nas metrópoles. Estima-se que mais de 2 milhões de pessoas morram todos os anos devido a pequeníssimas partículas, quase imperceptíveis, presentes no ar. Mas, uma vez que se alojam no pulmão, podem causar o desenvolvimento de doenças no coração e no pulmão, entre outras. Segundo a OMS, estas partículas –comuns em diversas áreas urbanas– se originam a partir da combustão presente nos veículos e em usinas de energia.

Nos estudos considerados pela OMS, enquanto o Rio de Janeiro registrou uma média anual de 64 microgramas por metro cúbico, a capital paulista apresentou uma média de poluição do ar com 38 microgramas por metro cúbico, ou duas vezes mais ao ideal recomendado pela OMS.

A cidade do Rio, que vai receber dois eventos mundiais e turistas do mundo inteiro a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, e a capital paulista estão entre as mais poluídas do mundo. Porque não aproveitar a oportunidade e a quantidade de verba envolvida nesses eventos e dar a inicio a transformações radicais na vida e na maneira de consumir dessas grandes cidades.

Com planejamento é possível se ter menos carros em circulação e remanejar a mão de obra excedente para outras formas de produção e de serviços também. Exemplos não faltam. Segundo o levantamento, o desenvolvimento da economia está atrelado aos poluentes. Nações emergentes estão entre as mais poluídas, com o Brasil incluso nesta lista.

A pesquisa, que englobou 1.100 cidades de 91 países, mostra as taxas de poluição por capital e cidades com mais de 100 mil residentes. A medição foi realizada entre 2003 e 2010. Nesse ranking final, o Brasil consta na 44ª posição.

Se a recomendação da OMS tivesse sido seguida, a organização estima que 1,09 milhão de mortes poderiam ter sido evitadas somente em 2008.

É urgente nos lançarmos a uma nova aventura, pesquisando novas formas de produção, junto a uma educação que nos faça pensar nos resíduos que deixamos, na responsabilidade que assumimos ao consumir um carro, um micro-ondas e os milhares de empacotados.

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