As opções estão na mesa

Fernanda Sophia 18 de dezembro de 2013 0

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Na sociedade pós moderna e globalizada é abundante a oferta de alimentos. Podemos escolher, nos mercados e restaurantes, uma imensa variedade de legumes, hortaliças, carnes, massas, doces, frutas de diferentes partes do planeta.

A maioria das pessoas não encontram tempo ou até motivos para planejar uma alimentação diária. Não fazem conexão entre hábitos alimentares e doenças como diabetes, hipertensão, obesidade, desenvolvimentos de tumores, etc. Também não tem consciência dos processos que envolvem a produção e comercialização dos insumos.

Preocupadas com a própria saúde e mais informadas, muita gente tem seguido uma alimentação mais natural. Entende se natural como a forma como esse alimento aparece em nossa mesa e as etapas em que ele passou.

A alimentação vegetariana- dieta na qual não há consumo de nenhum tipo de carne- é adotada por quase 10% da população brasileira, segundo dados do Ibope.

Estudos populacionais que comparam grupos vegetarianos e não vegetarianos com estilo de vida similar mostram que os primeiros têm menor incidência de todas as doenças crônicas não transmissíveis (cardiovasculares, diabetes, diversos tipos de câncer e obesidade).

Esta dieta sempre foi relacionada a pessoas e culturas regidas pelo princípio da não violência. É crescente o número de pessoas que, além das carnes, excluem os ovos e laticínios da dieta, tornando-se vegetarianas estritas ou veganas.

Retirar carnes da dieta é simples, pois em geral basta trocar 100 gramas de carne por uma concha de leguminosas (feijões, ervilha, lentilha, grão de bico, por exemplo).

Obter ferro na dieta vegana também é simples. Em 100 gramas de carne vermelha, há 2 miligramas do elemento. Absorvemos 18% dele, ou seja, 0,36 miligramas. Já em uma concha de feijão, temos cerca de 4 miligramas de ferro com uma absorção de 10%, resultando em 0,40 miligramas de ferro absorvido!

Ao retirarmos 100 gramas de carne de uma dieta comum (consumo diário máximo preconizado pelo Ministério da Saúde), a ingestão de proteínas (e todos os aminoácidos) ainda assim ultrapassa 10 gramas das recomendações para um homem de 70 quilos devido sobretudo aos cereais e feijões.” explica o médico Nutrólogo Eric Slywitch, que também desmistifica essa nossa fixação por leite, lembrando que a “retirada do leite da dieta pede apenas a inclusão de alimentos ricos em cálcio: couve, rúcula, agrião, mostarda, escarola, brócolis e tofu. Temos no mercado diversos leites vegetais com teor desse mineral idêntico ao do leite de vaca.”

Dados da ONU mostram que a pecuária é a principal atividade humana responsável pela contaminação de mananciais de água, desertificação de solos e destruição de florestas.

A alimentação vegetariana ou vegana, além de reconhecidamente saudável é sustentável e inclusiva e deve ter garantido o seu espaço na produção e na mesa do brasileiro do café até o jantar.

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