Fernanda Sophia 12 de dezembro de 2013 0

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A Thames Water, empresa de água que abastece a cidade de Londres, na Inglaterra, e outros municípios ao seu redor, prêve que atenderá aproximadamente 10,4 milhões de pessoas em 2014, o que significará um aumento de 230 a 340 milhões de litros por dia (atualmente, a população atendida é de 9 milhões).

Para garantir um abastecimento adequado, a empresa pretende consertar canos com vazamentos, instalar medidores de água em cada edifício e incentivar as pessoas a reduzirem seu consumo diário de 160 para 150 litros de água. No entanto, a Thames Water acredita que esses procedimentos não serão suficiente para atender a demanda esperada para daqui a 10 anos e por isso desenvolveu uma nova estratégia, que consiste em reciclar a água do esgoto, a fim de oferecer água potável em quantidade suficiente.

A reciclagem da água será feita por meio da hidrólise térmica, em que o lodo do esgoto é colocado em um recipiente que simula uma grande panela de pressão. Em seguida, sob alta temperatura e pressão, a tampa é aberta e as células das bactérias estouram, o que ocasiona a desintegração e dissolução das estruturas celulares. Essa nova estratégia esbarra na rejeição psicológica do consumidor, segundo alguns pesquisadores, bem como nos perigos de a água ser inserida nos rios sem um tratamento prévio adequado, o que é altamente danoso quando se pensa nos produtos farmacêuticos presentes no esgoto, pois eles são mais resistentes à quebra de moléculas.

Tratar água do esgoto, a fim de torná-la própria para consumo não é algo tão novo assim. Israel, por exemplo, é o maior reciclador de águas residuais do mundo: 70% de suas águas residuais são tratadas e reutilizadas como água de irrigação para os campos e obras públicas. Já no condado de Orange, na Califórnia, Estados Unidos, a água reciclada do esgoto é utilizada para consumo próprio. Isso porque o lençol freático que abastece a região foi demasiadamente explorado pela irrigação de plantações de laranja, de modo que, com a diminuição do nível do aquífero, o sal do Oceano Pacífico começou a se infiltrar por lá. A solução então foi reaproveitar a água utilizada para outros fins.

No Brasil, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp)firmou uma parceria com algumas empresas e criou, em 2012, a Aquapolo Ambiental, que tem como objetivo fornecer às indústrias petroquímicas alocadas no distrito de Capuava, em Mauá-SP, água obtida através do tratamento de esgotos. Atualmente, o Aquapolo fornece 650 litros de água por segundo, mas espera-se que o número passe para mil litros por segundo em 2016.

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