Afinal, que materiais podem ser reciclados?

Luiza Raniero 30 de junho de 2013 0

A reciclagem tem ganhado espaço a cada dia. Porém, ainda é praticada em escala incipiente, apresentando um potencial de crescimento ainda muito grande. Embora tenha se feito mais presente, sempre surge alguma dúvida quanto ao que pode ou não pode ser reciclado. Bem, na realidade,  praticamente tudo pode ser reciclado. O que acontece muitas vezes é que a tecnologia empregada para tal é muito cara e economicamente inviável de ser praticada. Mas de maneira geral, este artigo mostra o que hoje em dia é ou não é passível de reciclagem no Brasil. Para efeito didático, vamos dividir as possibilidades em quatro grandes grupos, que normalmente é o que nos apresentam (embora em casa seja mais fácil separar apenas em “lixo seco” e “lixo úmido” – o orgânico).

Com relação ao “papel”; afinal, de que tipo de papel está se falando? Aqui se enquadra o papelão, jornal, revistas, folhas de caderno, formulários de computador, caixas de papelão, fotocópias e cartolinas. Já as etiquetas adesivas, papel carbono, fotografias, papéis parafinados ou os metalizados, o papel higiênico e a fita crepe, ficam de fora dessa. Pelo menos por enquanto…

Na categoria “plásticos”, dentre os que atualmente são recicláveis, citamos: tampas de recipientes diversos, potes, frascos, embalagens de refrigerante (os famosos PETs), sacos plásticos em geral, canos e tubos de PVC, peças de brinquedos, copos e frascos em geral. Segundo dados do CEMPRE (Compromisso Empresarial para a Reciclagem), em 2011 o Brasil reciclou cerca de 21% de seus plásticos, o que significa algo como 950 mil toneladas. Tomadas, embalagens metalizadas, acrílico, espumas e polipropilenos ainda não são recicláveis.

Na nossa terceira categoria de resíduos, encontramos os “metais”.  Nesta cesta entram frascos, ferragens, latas de aço ou de alumínio, canos, chaves, esquadrias e molduras. Os materiais que não se enquadram aqui para a reciclagem são as esponjas de aço, canos, clips e grampos.

Por fim, os “vidros” que podem ser reciclados são os frascos, garrafas, copos e potes de vidro. Materiais como espelhos, vidros planos, lâmpadas fluorescentes, cerâmica, vidro de pirex e similares são se encaixam nesta categoria para a reciclagem.

Um lembrete importante é que os materiais devem ser enxaguados (não precisa gastar muita água ou tempo), isso é mais para não atrair ratos e insetos.  O óleo de cozinha, embora não tenha entrado nas quatro categorias acima citadas é um material que pode e deve ser reciclado, devendo ser armazenado separadamente, por exemplo, numa garrafa PET e levado para pontos de coleta. O mesmo para pilhas, baterias e celulares já sem uso. Quanto aos orgânicos, a compostagem pode ser uma boa pedida (publicamos uma matéria a respeito em 24 de maio, vale a pena dar uma olhada).

Embora a reciclagem seja uma boa destinação para alguns tipos de resíduos, devemos ter em mente que antes ainda da reciclagem, deve-se buscar a redução da geração de resíduo e também o reaproveitamento do suposto resíduo; utilizando-o para outro fim que não o seu de origem. São os famosos 3Rs: Reduzir, Reutilizar e Reciclar!

About the author

Luiza Raniero Luiza Montoya Raniero é gestora ambiental, especialista em gestão socioambiental para a sustentabilidade.

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