Bienal afirma experiência da vida urbana

Carolina 18 de outubro de 2013 0

Guilherme Wisnik, responsável por esta décima edição da Bienal, esteve nesta quinta-feira, 17, na FAAP (Fundação Armando Álvares Penteado) falando sobre a X Bienal de arquitetura que está acontecendo agora.

Modos de fazer, modos de usar (que é o tema desta bienal), diz respeito à maneira como a cidade vem sendo construída, expandida e usada. Eles tentam reforçar que na sociedade contemporânea, o fazer e o usar devem estar interligados. O fazer, que diz respeito aos projetos arquitetônicos e o planejamento econômicos e político devem se comunicar com o usuário, com a forma como estes usam e subvertem o espaço.

Em meio ao processo de organização da Bienal ocorreram as manifestações, que os deixaram bastante satisfeitos, pois significava que a Bienal estava indo de acordo com os desejos da população. Pessoas indo às ruas, dominando os espaços públicos, e gritando pelos seus direitos. A mobilidade é um direito inclusivo, e se não ocorre, ele deve ser reivindicado.

Wisnik também disse sobre a vontade das pessoas de voltarem a usufruir os espaços públicos, por exemplo o Minhocão aos finais de semana e a Praça Roosevelt. Segundo ele, o maior atributo que um espaço público pode ter é ele criar um conflito entre as pessoas, uma disputa pelo lugar. É desta forma que o espaço público é ativado.

A questão de fundo que atravessa toda a bienal é o Público e o Privado. Existe uma mostra da Bienal que acontece no CCSP (Centro Cultural de São Paulo), que é a Carrópolis. O carro foi se tornando o protagonista da cidade, e é interessante acompanhar o processo do carro como amigo da individualidade. Outros dados importantes que foram observados na Bienal: Mais de 500 novos carros são emplacados diariamente em São Paulo. No horário de pico, os carros andam a 20km/h, uma galinha anda a 20km/h…

Como já foi dito anteriormente, a bienal saiu do Pavilhão do Parque do Ibirapuera e se expandiu, criando uma bienal em rede pela cidade, onde todo o acesso pode ser através do metro.

Não deixe de visitar alguns dos pontos da Bienal. Vá de metro, vá de bicicleta, caminhe e experimente esta cidade que é nossa.

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