Mesmo com tragédia japonesa, energia nuclear resiste

Mariana Ferreira Gonçalves 27 de junho de 2012 5

 

 Pelo menos 300 novos geradores nucleares podem surgir até 2030 de acordo com a AIEA ( Agência Internacional de Energia Atômica). O acidente de Fukushima no ano passado, em que uma falha nas turbinas surgida após um forte terremoto provocou vazamento de radioatividade, parece não ter servido como lição para o mundo sobre os perigos da energia nuclear. De acordo com a agência, países europeus, árabes e asiáticos anunciaram a construção de novas usinas nucleares para suprir a demanda por energia. Até mesmo aqui no Brasil, país rico em possibilidades de energia renovável, já está sendo construída no litoral do Rio de Janeiro a usina de Angra 4. As obras foram iniciadas em 2010 e a previsão é de que a unidade entre em operação em dezembro de 2015.

Ela será capaz de gerar mais de 10 milhões de megawatts-hora anuais, energia suficiente para abastecer as cidades de Brasília e Belo Horizonte durante um ano inteiro.

Desastre nuclear de Fukushima  foi duas vezes pior do que se pensava

Depois de examinar estações de monitoramento de radiação em todo o Japão e no resto do mundo, pesquisadores do Instituto Norueguês de Pesquisa do Ar (Norwegian Institute of Air Research) descobriram que a quantidade de césio 137, um isótopo radioativo de vida longa que persiste na atmosfera, foi cerca de duas vezes superior à estimativa oficial do governo japonês. Esse número (3,5 × 1016 becquerels) é cerca de metade das emissões de Chernobyl, considerado o pior acidente nuclear da história.

Para Masahiro Sato, professor infantil e membro da ONG “A Seed for Japan” e morador de Fukushima, o pior da radiação é que não se pode enxergá-la. Durante sua participação Cúpula dos Povos, ele afirmou que os produtores rurais da região têm tido muita dificuldade para vender seus produtos e que a população vive ainda o temor de contaminação. Sato veio do Japão com outros 15 militantes que defendem o fim da energia nuclear no mundo e disse que a discussão deve ir mais além do que a questão energética e que é necessário definir nossas prioridades em relação ao consumo e ao mundo que queremos.

Durante a Cúpula dos Povos, evento paralelo à Rio+20, o tema voltou à ser discutido, e você pode conferir nesta reportagem:

Livre de Nuclear – evento da Cupula dos Povos from Tatiana Dutra Perez on Vimeo.

About the author

Mariana Ferreira Gonçalves Redatora. Para visualizar meu curriculum, clique aqui.

5 Comentários »

  1. Marcus 27 de junho de 2012 às 16:59 - Reply

    Boa! Energia nuclear=crime contra a humanidade

  2. Luciana Pontes 27 de junho de 2012 às 17:11 - Reply

    Como Isso Ainda existe no Mundo?

  3. Sylvia 28 de junho de 2012 às 10:57 - Reply

    Um problema que precisa ser discutido e revisto pela sociedade internacional e que acaba sendo pouco falado pela chamada “grande mídia”

  4. Marina Araújo 28 de junho de 2012 às 16:26 - Reply

    A energia nuclear é perigosa para todos, uma vez que já acompanhams tragédias como a de Chernobyl e mais recentemente de Fukushima e o que me intriga é saber por que precisamos utiliza-la no Brasil, que tem recursos hidrelétricos e de vento ( energia eólica) em abudndância e que são mais seguros.

  5. Paulo Moretti 2 de julho de 2012 às 10:25 - Reply

    Não concordo que a energia nuclear seja inteiramente ruim, existem lugares em que ela se faz necessária e é menos poluente

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *