Democracia Questionada na Praia do Tombo

Democracia Questionada na Praia do Tombo

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*Por José Manoel Ferreira Gonçalves

Transparência Posta à Prova

No coração de Guarujá, a Praia do Tombo, conhecida por ostentar o prestigiado título de Bandeira Azul, um símbolo de qualidade ambiental e segurança, enfrentou um episódio controverso que coloca em xeque a transparência e a democracia em processos de gestão local. A eleição para o novo Conselho Gestor da praia do Tombo, realizada recentemente, deveria ser um exemplo de participação cidadã e engajamento comunitário. No entanto, o que se viu foi um cenário bem diferente, marcado por falta de informação e aparentes tentativas de manipulação.

Um Conselho Esvaziado?

Como presidente da ONG Água Viva e membro do PSOL, participei com a expectativa de que a eleição seria um espaço aberto e democrático para discussões. Contudo, ao chegar ao local, deparei-me com uma realidade alarmante: a ausência quase total de cidadãos interessados e informados sobre o processo eleitoral. Diante disso, propus o adiamento da reunião, sugerindo que nova convocação fosse amplamente divulgada, a fim de garantir que mais moradores pudessem participar e exercer seu direito democrático de influenciar decisões que afetam diretamente o meio ambiente e a comunidade local.

A Resposta da Prefeitura e a Sombra do Autoritarismo

A resposta de um funcionário da prefeitura ao pedido de adiamento foi reveladora e preocupante. Ao invés de apoiar a iniciativa de maior inclusão, o funcionário indicou que a baixa participação era vantajosa, sugerindo que menos vozes no processo facilitariam a condução dos trabalhos. Tal postura não só contraria os princípios democráticos, mas também levanta suspeitas sobre os verdadeiros interesses por trás da organização do conselho.

O Papel do Conselho e a Importância da Vigilância

O Conselho Gestor da praia do Tombo tem um papel fundamental na gestão e preservação desta área crucial de Guarujá. É através de um conselho ativo e participativo que se podem estabelecer práticas sustentáveis e eficazes de conservação. No entanto, para que seu potencial seja plenamente realizado, é imprescindível que haja transparência, abertura para a participação popular e, acima de tudo, respeito pelo processo democrático.

Ação Urgente Necessária

Diante dos fatos ocorridos, é imperativo que haja uma mobilização para investigar e questionar os procedimentos adotados pela prefeitura na condução da eleição do conselho. A comunidade do Guarujá e os órgãos de fiscalização devem exigir clareza e justiça no processo, assegurando que a gestão da Praia do Tombo seja conduzida de maneira ética e inclusiva.

Um Chamado por Justiça e Democracia

A luta pela preservação das praias do Guarujá e a gestão responsável de nossos recursos naturais são de interesse de todos. A eleição do Conselho Gestor da praia do Tombo deve refletir os valores de nossa comunidade: transparência, participação e sustentabilidade. Em nome da democracia e da justiça, não podemos permitir que processos tão importantes sejam comprometidos por suspeitas práticas que desafiam a ética e a legalidade. É tempo de agir, garantindo que a voz do povo seja ouvida e respeitada.

*José Manoel Ferreira Gonçalves é jornalista, cientista político, engenheiro, escritor e advogado. É presidente da Associação Guarujá Viva, AGUAVIVA, e da Frente Nacional pela Volta das Ferrovias, Ferrofrente. Idealizador do Portal SOS PLANETA.


Meta descrição: Explore o recente episódio de controvérsia na eleição do Conselho da Praia do Tombo em Guarujá, e entenda as implicações para a democracia local e a gestão ambiental.

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Frase de Foco: Conselho Gestor da praia do Tombo

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